Übiq. | O isoporzinho e a ascensão da farofa chique*
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O isoporzinho e a ascensão da farofa chique*

O isoporzinho e a ascensão da farofa chique*

Afinal, o glamour é a ausência total de glamour e trash-gold é o que há

Em um passado não tão distante criei com amigos o tele-farofa – um serviço destinado àqueles que porventura esquecessem o frango com farofa da praia.

farofa

 

“Foi pra praia e esqueceu o frango assado? Nem tudo está perdido!
Disque tele-farofa e resolvemos seu problema. Cobrimos o litoral capixaba de cabo a rabo, Paquetá e a lagoa da Pampulha”.

O tele-farofa aos poucos se ampliou, passando a oferecer outros produtos como cadeira de praia para o ponto de ônibus e minhoca para a pescaria na Lagoa da Pampulha. Tudo não passava de uma grande piada. Afinal, levar comida de casa para locais públicos, no Brasil, é coisa de gente duvidosa.

 

É ou era? Senta que lá vem história.

Difícil precisar quando começou o preconceito com piquenique, matulas, marmitas e afins. Talvez seja coisa da pseudo-burguesia brasileira que faz questão de se diferenciar dos miseráveis. Um pensamento pobre que faz chiste daquilo considerado de pobre. É aquela preocupação do que os outros vão pensar, tão mineira e tão classe-média. Mas para a surpresa dessa mesma pseudo-burguesia, ao tardiamente conhecerem a Zoropa percebem que por lá essa coisa de “farofa” é plenamente aceitável, é legal e não é “de pobre”. Afinal, praquelas bandas a discrepância social não é gritante como dos lados de cá e os preços para comer na rua bem mais salgados.

Eis que de um tempo para cá a coisa começou a mudar e essa mesma farofa tão apedrejada começa a ser celebrada. É piquenique pra cá, isoporzinho y otras cositas mas pra lá. Seria isso conseqüência dos altos preços cobrados nos botequins? Ocupação do espaço público? Ou apenas um modismo hype dos hipsters?

O Lü-Jack-Son deu um rolézinho na pesquisa e conta pra gente sobre isso tudo em um próximo post que está acabando de ser preparado. Vai uma farofinha aí?

Abs e ótimo 2014,

Su Cohen

*Dedicado à Mari, Sá e Nando.

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