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Descobertos novos planetas com potencial de água no estado líquido

Descobertos novos planetas com potencial de água no estado líquido

Por Rodrigo Dias Társia

Em maio de 2016, astrônomos que operavam o “Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope” (TRAPPIST) anunciaram a descoberta de três planetas em torno da estrela Trappist-1 , situada a 40 anos-luz de nós. Esse número de planetas acaba de ser aumentado para sete com as observações feitas pela NASA com o Telescópio Spitzer (que trabalha no infravermelho) e com os telescópios do Observatório Europeu Austral (ESO) Trappist-sul e o Very Large Telescope (VLT) em Cerro Paranal, ambos no Chile.

Os planetas, de tamanho semelhante aos da Terra e Vênus, foram designados por Trappist b, c, d, e, f, g, h de acordo com a distância à estrela. O método utilizado para as observações foi o de trânsito do planeta em frente da estrela, o que causa a diminuição do brilho da estrela. A figura abaixo mostra os registros desses trânsitos.

Trappist b, c, d, e, f, g, h

 

As falhas finas no registro do brilho são causadas pelos trânsitos dos planetas, devidamente identificados no gráfico. Ao lado figura uma amostra das órbitas deles, que não são muito maiores que a dos satélites Galileanos de Júpiter. Os planetas têm órbitas muito próximas da estrela.

A estrela Trappist-1 é uma estrela anã, com apenas 8% da massa do Sol (ligeiramente maior que o planeta Júpiter), situada na constelação de Aquarius. O pequeno tamanho e a baixa temperatura da estrela parece indicar que os planetas Trappist c, d e f recebem uma quantidade de energia da estrela muito semelhante à que Vênus, Terra e Marte, respectivamente, recebem do Sol.

Os sete planetas PODEM SER candidatos a possuírem água na forma líquida (mas atenção! Isso é ainda uma especulação!!!!). Entretanto, devido à proximidade à estrela, os modelos de clima usados atualmente parecem indicar que os planetas b, c e d são provavelmente muito quentes para terem água líquida, com exceção em uma pequena parte da superfície. Já os planetas e, f, g teriam grande probabilidade de possuírem água líquida, além de ocuparem uma zona propícia à vida (como nós a conhecemos). A distância planeta h não é bem determinada, mas parece que ele está muito distante e frio para ter água líquida.

O interesse despertado pela descoberta está no fato de a estrela, embora fraca em brilho, estar muito perto do Sol, sendo um objeto muito atraente para estudos com futuros telescópios espaciais de maior porte, embora o Hubble já tenha começado a pesquisar atmosferas desses planetas.

Matrículas abertas para o curso de iniciação à astrofísica, ministrado pelo professor Rodrigo Dias Tarsia, com início previsto para Março/2017. Saiba mais!

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