Trends

Curso: Trendhunting, Indústrias Criativas e Inovação 2017

Inscrições abertas! Formulário ao final desta página.

O QUE É?

Este curso, que encontra em sua segunda edição, busca elucidar temas contemporâneos das indústrias criativas e da inovação, apresentando metodologia de pesquisa de tendências de comportamento e consumo (trendhunting) como uma forma de mapear possíveis caminhos a serem seguidos no empreendedorismo criativo.

POR QUE É IMPERDÍVEL?

A indústria criativa tem ganhado importância no mundo, pelo fato de movimentar a economia, gerar emprego e dar possibilidades ao pequeno empreendedor que – a partir da criatividade (um bem inesgotável) – pode achar soluções incríveis e nadar contra a correnteza da crise.

O QUE VOCÊ VAI APRENDER?

Neste curso, serão debatidas temáticas que giram em torno dos impactos da inovação na sociedade e a compreensão do espírito do tempo. Para tanto, será apresentada uma introdução ao estudo de tendências, um tema novo no âmbito acadêmico, que tem ganhado relevância pela sua importância de mercado e multidisciplinaridade.

PARA QUEM É?

Pessoas do universo das indústrias criativas de áreas como publicidade, design, moda, entretenimento, software, games; startups; Empreendedores e qualquer interessado na temática do curso.

Requisitos: Desejável ter nível superior (completo ou incompleto).

RESUMINHO*

• Players do mercado de trendhunting;
• O conceito de tendência: o que é?
• Como identificar tendências, interpretação de cenários;
• O que é o cool;
• Macro Tendências, Micro Tendências, Cool Examples;
• Economia Criativa e tendências;
• Políticas e Cases;
• Startups e Inovação;
• Tendências e Empreendedorismo.

QUEM VAI ENSINAR?

SUZANA COHEN, Doutoranda em Cultura e Comunicação pela Universidade de Lisboa, Mestre em Linguística (Análise do Discurso publicitário virtual) e formada em Publicidade e Propaganda. É idealizadora e fundadora do espaço criativo Über Trends/ übï, tem 8 anos de experiência como professora Universitária e é Managing Editor na plataforma internacional Trends Observer. Mora atualmente em Lisboa, onde desenvolve doutorado sobre tendências na indústria criativa, com enfoque na inovação tecnológica.

QUANTO CUSTA?
R$400,00

QUANDO SERÁ?
13 a 16/02/2017 (segunda a quinta)
de 19h às 22h.

ONDE ME INSCREVO?
Logo abaixo. Nesta mesma página.

INFORMAÇÕES:
[email protected]

* Enquadramento científico aplicado sob a supervisão de NELSON PINHEIRO, Professor Doutor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, especialista e responsável pela área de Estudos de Tendências; coordenador científico do Trends Observer, plataforma internacional de pesquisa em tendências.

Novo curso de Lettering na Über Trends

O designer Nando Carvalho, do projeto über cool Um Cartaz uma História,  traz para nossa escola um novo workshop para o mês de novembro: Introdução ao Brush Pen Lettering.  A ideia é ensinar aos alunos a arte de desenhar letras com teoria e especialmente com prática, fazendo de fato uma iniciação à técnica.

Entenda melhor: o Lettering é o desenho de letras, feito à mão ou no computador, para um situação ou propósito específico, como fazer cartazes, escrever em quadros, etc. Para quem também se interessa em caligrafia, um dos temas do workshop, inclusive, é a diferença entre lettering, tipografia e caligrafia.

O workshop ainda prevê uma pequena palestra com a fundadora da Über Trends Suzana Cohen sobre lettering e tendências.

Ficou interessado em participar? Queremos saber qual a melhor data e horário para todos, então participe da nossa enquete e já garanta sua pré-inscrição. Preencha o formulário abaixo e já garanta 10% de desconto.

Primeiro Fórum de Tendências

Na próxima segunda-feira, 28/09, acontece em BH o Primeiro Fórum de Tendências de Belo Horizonte.

A inciativa é uma realização do Núcleo de Pesquisa de Moda do Centro Universitário UNA, em parceria com a fHouse, e acontecerá no auditório do campus da UNA João Pinheiro II. O evento acontece de manhã e à noite, com palestras voltadas não somente para a área da moda, mas também para a pesquisa de tendências de consumo de um modo geral.

Suzana Cohen, fundadora da Über Trends participará de uma mesa com profissionais da área de trendhunting, apresentando nossa linha de pesquisa e metodologias aplicadas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

Veja abaixo a programação:

MANHÃ:

7h30 – Credenciamento
7h45 – Boas vindas – Renata Canabrava (Coord. Curso de Moda) e Aldo Clécius (Coord. NUP – Núcleo de Pesquisa em Moda)

8h – Mesa 1: Trends Inverno 2016
Apresentação: Equipe de pesquisadores do NUP (Núcleo de Pesquisa em Moda) – Prof. Esp. Francisco Batista. Pós-graduandas: Andressa Delfino, Lorena Rocha, Taciana Tomaz.
Mediação: Profª Ms. Flávia Virginia
Convidadas: Profª Ms. Nina Gazire e Profª PhD Izabella Martins

8h50 – Perguntas e respostas

9h45 – Intervalo

10h – Mesa 2: Profissionais e Práticas da Pesquisa de Tendências
Apresentações: Tiago Gamaliel Caetano Souza (Prof. Esp. e Trendspotter da Trendwatching.com – tiagogamaliel.com.br), Suzana Cohen (Profª Ms. e fundadora da Uber Trends), Aldo Clécius (Diretor Criativo FHouse), Tiago Beloti (Coolhow).
Mediadora: Profª Mtanda Fabrícia Figueiró

10h50 – Perguntas e Respostas

NOITE:

19h – Abertura
19h05 – Mesa 1: Visões Verão 2016/17
Apresentação do NUP (Núcleo de Pesquisa em Moda)
Convidados: Profª Ms. Nina Gazire e Profª PhD Izabella Martins
Mediadora: Profª Mtanda Fabiana Almeida

19h50 – Perguntas e respostas
20h15 – Intervalo

20h30 – Mesa 2: Tendências em Negócios e Varejo de Moda
Mediadora: Profª Ms. Jane Leroy
Convidados: Cláudia Ligório (Profª Ms. Consultora em Social Media), Tereza Cristina Horn (Consultora), Wanessa Cabideli (Diretora de Marketing Alphorria)

Veja o evento no Facebook.

Local: Avenida João Pinheiro, 580
Data: 28/09/2015

Manifesto Pós-Capitalista

*Texto não publicado, originalmente escrito para o Bricolagem High Tech em novembro de 2012. Foi o que deu origem à missão da Über Trends.

Pela valorização do real em um mundo cada vez mais virtual
Por uma sociedade menos consumista
Por produtos com qualidade e durabilidade
Pela valorização do design e do valor agregado
Pela valorização da moda e da estética
Mas pelo combate ao desperdício
Pelo fim do discurso sustentável vazio
Mas pela reciclagem cool

Pela ação, o mão na massa
Pelo lançamento de uma nova tendência ideológica

Pelo fim da propriedade
Pelo leasing eterno

Amém.

** O conceito pós-capitalista é o cerne da ideologia da Über Trends. Nos últimos dias foi publicado um vídeo sobre Lowsumerism da Box1824, que constitui a ponta do iceberg do nosso conceito de Pós-Capitalismo. O que designamos Pós-Capitalismo inclui consumo consciente, fim da propriedade, maker movement, design durável, sustentabilidade, upcycling, estilo de vida, valorização do conhecimento e das vivências pessoais, apropriação do espaço público, tecnologia para um bem maior, detox digital (desconectar para reconectar), movimento hipster (ou o nome que quiser dar), dentre outros.

Links relacionados:

Exemplos de produtos:

Tsuchiya Bag
Wudai-Shiguo (móveis)
Aluguel roupas fast fashion (assinatura)
Instrumentos musicais reciclados

Textos antigos do Bricolagem High Tech que já previam isso tudo:

Celular e carro, o que eles têm em comum?
Ainda no quesito trânsito e comunicação (e mais rápido do que pensei)

Primeiro Über Market

 * Por Fernanda Amarante

O Über Market, a primeira feira de tendências da Über Trends, ocorreu no dia 30 de maio e contou com 18 expositores de produtos variados, do vestuário à decoração, de bijoux a acessórios. Dava pra fazer a festa e encher o carrinho de compras com moletons, brincos, xícaras, cerâmicas, sandálias, roupas lindas para homem e mulher, acessórios, plantinhas, quadros… Só coisas muito legais e escolhidas a dedo por nossa curadoria. Um público bonito de todas as idades encheu a casa desde as 11 da manhã até às 6 da tarde, trazendo também famílias, casais e até cachorrinhos (que são sempre muito bem vindos aqui na Über Trends).

O tempo contribuiu para que tudo fosse um sucesso. Tivemos chuva dois dias antes, mas o sábado amanheceu quente e com céu azul brigadeiro. Na nossa calçada, montamos um garden lounge, com grama artificial e sofazinhos, e a bike de alfajores Lets Alfajor ficou estacionada o dia todo garantindo o docinho das crianças. O pessoal do Pretty Good Food Truck também nos apoiou e estacionou bem na porta, e vendeu deliciosos poutines – prato típico canadense com batatas fritas, molho e queijo.

O Über Market fez parte da da programação do Rua Viva Orenoco,  e o quarteirão bombou neste dia:  capitaneados pela Galeria Rogério Fernandes, os outros comerciantes da rua (ou ruas, já que Orenoco e Germano Torres se encontram) abriram suas portas e tiveram uma agenda especial, que contava ainda com a instalação de um Parklet (da BH Parklet) – extensão temporária de calçada que promove o uso do espaço público de forma democrática. Além da galeria Rogério Fernandes e de nós da Über Trends, o Rua Viva contou com a participação, organização e apoio do Anastasia Artquitetos, da Degryse Chocolates e do espaço BH Kids. Na ocasião, o food truck PIZZAaAPERITIVO também garantiu seu lugar e vendeu uma redonda deliciosa em fatias, assim como os trucks Vinhotti (vinho em taças) e a kombi da Cervejaria Inconfidentes. Tudo isso aconteceu sem atrapalhar o trânsito e nem fechar a rua, na maior paz com os vizinhos, integrando quem trabalha ali todos os dias a quem mora. Über cool!

Veja nossa galeria de fotos:

(mais…)

Cogumelos são o novo plástico

*Por Fernanda Amarante

O cogumelo errado pode ser venenoso e até matar. Mas o cogumelo certo pode ter mil utilidades,  desde ser usado como alucinógeno, como alimento, remédio, e agora é até utilizado no desenvolvimento de uma material incrível feito para substituir o plástico e isopor.

Criado por uma empresa americana chamada Ecovative, o “Mushroom Material” é feito a partir de fungos e resíduos de agricultura (como pés de milho secos, cascas de sementes, etc). É absolutamente renovável, biodegradável, resistente ao fogo, vapor e à umidade e ainda funciona como isolante térmico e acústico. Ao trabalhar com os micélios, verdadeiros emaranhados de filamentos que servem de mecanismo de sustentação e absorção de nutrientes para os fungos, cientistas perceberam que além de ter uma textura grudenta, eles se unem a qualquer superfície e se desenvolvem com extrema rapidez. Adicionando algum tipo de resíduo de agricultura, tem-se então o “material de cogumelo”, com textura de uma densa espuma.

Para a produção dessa espécie de polímero gasta-se pouquíssima energia e ainda se pode dar prioridade à uma produção local, usando resíduos de cada lugar onde ele for produzido, por exemplo, na China pode-se usar resíduos de plantações de arroz, no Brasil de cana, e por aí vai. É uma ideia muito ecológica e moderna, basta apenas a população não ter preconceitos. Über cool.

Embalagem feita com "isopor" de cogumelos

Embalagem feita com “isopor” de cogumelos (Foto: Ecovative – divulgação)

Não perca:

Veja a rapidez do crescimento dos micélios em laboratório, é incrível!
Assista a um Ted Talk de Eden Bayer sobre o assunto:

Fonte:
http://www.ecovativedesign.com/

Impressão 3D de comida: conheça a Bocusini

E saiba como o mercado de alimentos pode dar uma balançada com essa tendência

A Print2Taste é uma startup alemã da área da gastronomia que está lançando no mercado uma impressora 3D de alimentos que é fácil e prática de usar. Pense numa solução para impressão 3D de alimentos que é open sourse, tem aplicativo autodidático, cartuchos prontos de recheios e cores variadas, impressora 3D com wifi e até mesmo um perfiférico para você acoplar à sua 3D printer (caso você já tenha uma!). Isso é a Bocusini.

A ideia é simples: ninguém se inspira muito em ter que quebrar a cabeça configurando uma impressora 3D e depois gastar semanas trabalhando nas misturas que darão sabor e consistência ideais às suas impressões – a não ser que você seja um entusiasta, tenha tempo de sobra e dedicação para as invenções.

Além do mais, o investimento em impressoras 3D ainda é elevado demais. Fora que as impressoras de comida servem para um único fim óbvio: imprimir comida. Para complicar ainda mais a situação, atualmente as impressões de alimentos são ineficientes em comparação com mão de obra qualificada. Ou seja, é muito luxo investir num produto que vai fazer umas poucas sobremesas hypadas com menos eficiência que uma pessoa em carne e osso maga-da-patisserie faria.

ssora 3D de alimentos prática. Fonte: www.bocusini.com

Impessora 3D de alimentos será lançada no Kickstarter. Fonte: www.bocusini.com

A Bocusini vem para o mercado com a proposta de entregar um sistema de impressão que em 15 minutos você alcança a sua primeira impressão 3D. O processo é simples: você tira a impressora da caixa, coloca o cartucho escolhido, baixa o arquivo do seu desejo e pimba! A impressão está pronta para ser executada. Trata-se de uma solução “plug and play”.

Na plataforma da Bocusini os usuários poderão encontrar ideias incríveis, incluindo receitas, preparações e instruções para servir. Além de inúmeros arquivos de impressão prontos para download. A ideia é transformar o site bocusini.com em uma plataforma colaborativa na área de impressão 3D de alimentos.

O sistema promete ainda ter uma interface com o usuário simplificada e integrada a dispositivos móveis. E o melhor: a empresa venderá cartuchos prontos de vários sabores e cores, para simplificar seu trabalho. Os usuários mais experientes, por sua vez, poderão desenvolver seus próprios cartuchos exclusivos.

Para tornar a coisa ainda mais instigante, a empresa está desenvolvendo também o Retrofit Kit, um periférico que pode ser acoplado a impressoras 3D comuns, já existentes no mercado, como as Printrbot Simple, Ultimaker 2, and Printrbot Metal. Então em vez de se gastar centenas de dólares em uma máquina que só serve para uma coisa (impressão de comida), será possível comprar um simples periférico para dar mais poder às impressoras 3D “tradicionais” já existentes. Lindo isso, não?

Curtiu? O projeto está sendo lançado hoje no Kickstarter. Veja!
Mais infos sobre o projeto você acha em: http://www.bocusini.com

Será que a tendência terá vida longa?

O QUE JÁ FALAMOS SOBRE IMPRESSÃO 3D DE COMIDA

Comida impressa em 3D, como assim?
Pizza feita em impressora 3D para astronautas.

Agricultura Urbana

A horta e a crise. Vamos plantar?

*Por Fernanda Amarante

Plantações na beira da estrada. Hortas de ervas e couve e grandes laranjeiras em tudo quanto é quintal ou jardim me despertaram a curiosidade numa viagem recente à Portugal. A impressão que tive foi a de que todo e qualquer pedaço de terra era aproveitado para o plantio, seja de couve, laranja ou de ervas. Vi também muitas lojas de sementes e muitas mudas à venda. Vi pequenas roças até em barrancos embaixo de viadutos e posso jurar que até em um canteiro central de uma via pública vi uns belos pés de couve.

Engana-se quem pensa que por trás desse movimento está somente o desejo de produzir com as próprias mãos alimentos orgânicos (sem agrotóxicos). Trata-se de algo muito maior, de se fazer economia, gastar menos no supermercado e na feira, e ainda de se ter uma renda extra vendendo esses produtos plantados no quintal e ajudar no orçamento doméstico.

O desenfreado crescimento da população mundial mudou radicalmente a agricultura que, para alimentar essa enorme quantidade de pessoas, foi se transformando num setor industrializado. O que temos agora no campo são monoculturas, pouca biodiversidade, e grande parte da comida é literalmente desenvolvida em laboratório. Nesse cenário, a agricultura urbana surge como uma  proposta bastante interessante,  que pode, além de trazer mais verde pras cidades, gerar trabalho, renda, alimento, integrar melhorar a população, conscientizar as pessoas sobre a própria alimentação, e por aí vai. Só se tem a ganhar.

 Hortas Comunitárias

Já há alguns anos as hortas comunitárias são tendência nos Estados Unidos, particularmente em Nova Iorque, com sua imensidão de concreto, que faz com que seus moradores tentem cada vez mais procurar uma forma de se conectar com o verde e serem mais saudáveis. Lá já são mais de 500 hortas, que ocupam telhados, coberturas, minúsculas praças e lotes. Mas poucos sabem que a iniciativa não é nada hipster nem nova. Na Primeira e na Segunda Guerras, o governo americano incentivou a população à agricultura, e no auge da Segunda Guerra Mundial, 40% dos vegetais consumidos no país foram plantados nos Victory Gardens, os jardins de guerra plantados em áreas particulares ou em lotes públicos em todo o país. Em Londres, jardins eram criados em locais bombardeados.

A ideia é muito simples: grupos de indivíduos se reúnem para fazer melhor uso de lotes baldios com a autorização dos proprietários e da prefeitura, tratar a terra e criar pequenas lavouras. Existem também os bancos de sementes, criados como uma forma de garantir a sobrevivência de sementes nativas e garantir uma maior biodiversidade, e que, produzindo suas próprias sementes,  se tornam independentes das indústrias sementeiras. Muitas hortas comunitárias têm seus próprios bancos de sementes ou trabalham com um.

No Brasil, já podemos contar com alguns programas do governo e já temos até ONGs cuidando de plantações nas cidades, como a Cidades Sem Fome, que identifica lotes vazios e fecha contratos de comodato com os proprietários, permitindo à comunidade cuidar daquele terreno. Depois de plantar e colher, as hortaliças são distribuídas entre os participantes e o excedente é vendido.

Plantações no jardim de casa

Desde que me entendo por gente, meu pai sempre gostou de plantar alguma coisa. O fato de morarmos numa casa com quintal ajuda, mas até nas jardineiras ele já plantou. Já tivemos couve, tomate, rabanete, cenoura, maracujá e por aí vai… Num espaço mínimo aqui na sede da Über Trends, temos duas bananeiras (Silvinha e Regininha), um pé de feijão, um pé de quiabo e um pé de milho, todos em vasos.

Plantar é algo muito simples, tanto que uma das primeiras atividades de ciências de uma criança em idade escolar é plantar um pé de feijão. E apesar de muitas pessoas não serem capazes de manter um simples vaso de violetas, a receita para uma pequena horta em casa é simples, não precisa de dedo verde. Terra, adubo, água na medida certa e cuidado. O cuidado, esse sim, é o mais importante. E para quem quer, hoje não falta informação. Vamos dar uma chance pra essa ideia verde? É tendência por que é bacana.

Fontes

http://come-se.blogspot.com.br/
http://www.lacucinetta.com.br/
https://sidewalksprouts.wordpress.com
http://www.futurefarmers.com/

Entenda o que é Trend Hunting

E saiba por que a arte de desvendar tendências não é mera adivinhação

* Por Suzana Cohen

Trend Hunting é uma área que tem estado em voga e é difícil escaparmos do termo. Fala-se a todo momento das cores que serão a tendência do próximo ano, a tendência da nova estação, o que é cool e o que não é mais, quais os gadgets tecnológicos que dominarão o cenário nos anos vindouros ou os hábitos de consumo que estão mais em voga. No entanto fala-se pouco de como é possível dar uma aplicação prática a todas essas previsões. É raro também saber o que está por trás de tanta previsão e de como elas são feitas. Afinal, a arte de prever tendências não é trabalho de adivinhação, mas o resultado de pesquisas fundamentadas. Trata-se de uma área do conhecimento interdisciplinar vinculada à antropologia do consumo, à sociologia, ao marketing e a outras áreas afins.

A identificação de tendências pode trazer inúmeros benefícios a empresas de diversos setores. O produto final de um relatóro de tendências tem por objetivo ajudar empresas no desenvolvimento de novos produtos e serviços.

No entanto, quando se aplica o trend hunting sem embasamento, o trabalho é de risco, na base do acerto e do erro. Muitas das vezes confunde-se tendência com modismo (ou fad, em inglês) e isso, se não devidamente mapeado, pode virar um tiro no pé.

A tendência, tem uma vida mais longa, podendo ser macro ou micro. Porém perene. A tendência segue um caminho que há probabilidade de ser alcançado. O Modismo é tipo fogo de palha. Pega rápido, mas vai embora na mesma velocidade.

Trend Alert!

Exemplo de trabalho de observação em Trend Hunting. Coletânea de fotos sobre comportamento do turista na Europa.

E quem é o trend hunter e como é o seu trabalho? O trend hunter ou coolhunter precisa ser aquela pessoa mais antenada que as outras, que transita em diferentes círculos sociais, que não está amarrada a conceitos pré-estabelecidos e está aberta à experimentação, tendo uma capacidade grande de captar pistas de cenários vindouros. É trabalho do Trend Hunter agrupar metodologia, bibliografia relevante, trabalho de campo e observação, bagagem cultural densa, pesquisas online, ferramentas de monitoramento, e, porquê não, intuição – para se chegar ao produto final, que são os relatórios de tendências.

Para tanto, é importante entender o perfil de diferentes consumidores e qual o ciclo de difusão das tendências. Existem fatores que serão relevantes para cada área de pesquisa. Na busca por tendências gastronômicas, por exemplo, o trend hunter deverá levar em consideração fatores culturais, da agricultura, dos chefs de cozinha e da saúde, para o adequado mapeamento do que vem por aí em termos de sabores. Já na análise de tendências de tecnologia, é importante se considerar a curva da inovação e estar atento ao padrão dos inovadores, além de acompanhar o caminho traçado pela ciência em termos de possibilidades, aliando a demanda dos simples mortais, ou seja: os seres humanos de um modo geral.

Em suma, a atividade de trend hunting é a profissionalização da busca incessante pelo novo de uma forma que reverta de maneira positiva – e lucrativa – às empresas.

Essa atividade te instiga? Conheça 15 elementos para serem levados em conta para se tornar um trend hunter.

*A Über Trends oferece cursos à distância de Trend Hunting. Saiba mais.

saiba o que é trendhunting

Suzana Cohen é trend hunter na Über Trends

* Suzana Cohen é publicitária, Mestre em Lingüística (discurso publicitário virtual x impresso), fundadora da Über Trends – Laboratório de Tendências e Comunicação Digital, e certificada em Trend Hunting pela Central Saint Martins – University of the Arts, de Londres. Tem mais de 10 anos de experiência com comunicação online e corporativa, sendo professora do Centro Universitário UNA de cursos de graduação e de de pós graduação de disciplimas relacionadas às novas mídias e publicidade interatival. Além de suas atividades acadêmicas, dedica-se à pesquisa em tendências de consumo na Über Trends.