Monthly Archives: setembro 2014

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Apresentamos a vocês nosso primeiro über-vídeo, em que o prof. Aba Cohen Persiano apresenta o curso Einstein no Terceiro Milênio

Acabamos de lançar o nosso canal no Youtube. Por lá você poderá acompanhar a nossa programação, além de entrevistas, curiosidades e mais. Em nosso primeiro vídeo, o Porf. Aba Cohen Persiano apresenta o curso Einstein o Terceiro Milênio e faz o convite para a próxima edição, que tem início previsto para 2/10/2014.

Física Fácil Existe

Abertas as inscrições para a 3a edição do curso Einstein no Terceiro Milênio

Über abre as inscrições para o curso Einstein no Terceiro Milênio (E3M), um curso de física para leigos, que está em sua 3a edição na Über e já passou da vigésima edição desde sua criação na UFMG. As aulas estão previstas para se iniciarem no dia  2 de outubro e o curso terá a duração de dois meses, totalizando 24 horas.

Voltado para estudantes e profissionais de nível superior de qualquer área, o programa aborda com profundidade e simplicidade os principais assuntos da Física Moderna. O curso, que já existe há 5 anos, foi criado pelo professor Abá Cohen Persiano. As aulas dessa edição acontecem na Über (Rua Germano Torres, 6 – Carmo) às quintas-feiras, das 18h30 às 21h30, sendo ao todo 8 encontros. O programa completo pode ser acessado aqui e as matrículas podem ser feitas através do site: http://ubertrends.com.br/e3m-inscricoes/

Usando uma linguagem acessível, o professor Abá e palestrantes convidados abordam, com elegância e poucos rudimentos da matemática, assuntos como a dilatação do tempo e a contração do espaço, a nova teoria da relatividade, física quântica e nuclear, cosmologia moderna e a trajetória pessoal e científica de Albert Einstein.

Segundo o Prof. Aba, “trata-se de um curso voltado para pessoas que apreciam a beleza e harmonia do Universo e querem entender o funcionamento do micro e do macrocosmos”. Demonstrações, animações e argumentos estéticos fazem parte da metodologia.

O E3M já teve mais de 20 edições consecutivas, todas com vagas esgotadas e captou o interesse de um público de aproximadamente 1000 profissionais e estudantes de nível superior, dos quais cerca de 100 professores universitários. Esta é a terceira edição que acontece na Über.

A Über é um espaço múltiplo e inovador idealizado pela publicitária Suzana Cohen que funciona como laboratório de pesquisa em tendências e comunicação digital, além de galeria, loja colaborativa e Escola Livre de Cursos e Vivências Mundanas nas áreas de comunicação, tecnologia, ciência e arte.

Serviço
Einstein no Terceiro Milênio (E3M):
Programa completo: http://ubertrends.com.br/cursos/einstein-no-terceiro-milenio/
Inscrições: http://ubertrends.com.br/e3m-inscricoes/

Über
Rua Germano Torres, 6, Carmo
Tel: (31)3234-3376
http://www.ubertrends.com.br
Mais infos: [email protected]

Blog do prof. Aba Persiano: http://fisicafacil.wordpress.com

1984 não será como 1984

O Apple Watch vai além de um gadget vestível, representa a volta ao passado (e o revival daquele que estava caindo no esquecimento: o relógio de pulso)

*por Suzana Cohen

O lançamento do Apple Watch na última terça-feira – apesar da falta de ineditismo – pode representar um marco importante na computação vestível e na história do relógio de pulso.

Afinal, o número de pessoas que optam por essa facilidade do século XX tem sido cada vez menor. Os que ainda o usam geralmente se dividem entre os que prezam a estética e aqueles que prezam a funcionalidade.

Sabemos bem que a Samsung já havia lançado o Galaxy Gear há um bocadinho de tempo e os smartwatches floreiam aqui e acolá, a todo momento. No entanto, uma coisa é certa: a Apple tem qualidade e um poder mercadológico, sedutor e de influência sem igual. Os seus lançamentos acabam ganhando destaque ao cubo e tornam-se rapidamente objetos de desejo pelas hordas de seguidores hipnotizados mundo afora.

Em vez de nos atermos aos detalhes das inovações do Apple Watch, dois outros aspectos nos parecem curiosos e dignos de reflexão: 1) a história do relógio de pulso e a relação disso com a Apple; 2) os 30 anos do Mac e a referência a 1984. Senta que lá vem história.

SANTOS DUMONT, O RELÓGIO DE PULSO E A APPLE

Não ao acaso, esse lançamento e a discussão sobre seu não-ineditismo nos remete à “criação” do relógio de pulso. A invenção é largamente atribuída a Santos Dumont, o pai da aviação. No entanto existem controvérsias quanto ao ineditismo de sua criação. Afinal, o relógio de pulso já existia como adereço feminino e antes disso, lá no século XIX, houve uma encomenda de um lote a oficiais navais. Nenhum dos dois vingou. Santos Dumont, ele sim, ao encomendar à Cartier um relógio que o deixasse com as mãos livres para pilotar, acabou dando o pontapé à popularidade dos relógios de pulso – tão em voga no século XX.

Um elemento importante a ser ressaltado nesta invenção foi a então a necessidade de se ter as mãos livres.

Quando voltamos à computação vestível, vemos seu principal objetivo também é o de proporcionar ergonomia sem igual, livrando os usuários de terem as mãos ocupadas com gadgets tecnológicos. Seriam os celulares uma espécie de retrocesso – algo como a volta ao relógio de bolso???

O lançamento da Apple segue exatamente o caminho proposto por Dumont. É por isso que esse primeiro lançamento de tecnologia vestível pela maçã gigante carrega em si um marco importante. A história vai e vem. Repaginada, mas com essências que já vimos lá atrás.

Se a Apple não tivesse investido no relógio como seu primeiro gadget vestível, será que a história do relógio de pulso teria um fim próximo?

Parte II: GEORGE ORWELL, A PARANÓIA E A IRONIA DISSO TUDO

Uma das grandes inovações do Watch está relacionada à saúde. De acordo com a fabricante, o relógio vem equipado com recursos que conseguem medir a pulsação do usuário e o esforço físico que ele faz ao longo do dia. Contar passos, mensurar calorias gastas e sugestão de metas são alguns dos exemplos dessa inovação.

É inspirador pensar na praticidade disso tudo e de como sua vida pode melhorar. A Apple é mestre em criar esses conceitos <3

Por outro lado é inevitável não se lembrar de 1984, o clássico de George Orwell (e, ironicamente, o ano (e tema) de lançamento do Mac, que em janeiro completou os 30).

Estamos – aos poucos – sendo vigiados?

Na obra de Orwell as pessoas vivem um uma sociedade controlada pelo Big Brother, a autoridade máxima do estado, o que não pode ser contrariado e muito menos questionado. Nesta sociedade as pessoas têm “teletelas” em suas casas, algo como um espelho-tela-filmadora em que seus movimentos são controlados e vigiados constantemente. Nesta sociedade tudo é absurdamente controlado, inclusive a hora que você acorda e a atividade física que você pratica.

“”Smith!’, berrou a voz nojenta na teletela. ‘6079 SmithW! Isso mesmo, você! Incline-se mais por favor! Você não está dando tudo que pode. Não está se esforçando. Assim! Agora está melhor camarada’.”
(GEORGE ORWELL, 1984, p. 49)

No fim das contas, vale a reflexão. Qual caminho trilhará a sociedade conectada?

Somos entusiastas e a favor da tecnologia. Mas enquanto laboratório de pesquisa em tendências, temos a missão de analisar criticamente as modernidades, olhar para o passado – e pensar um pouco além – para projetar o futuro.

 Este foi o comercial-teaser do Macintosh em 1984. Ele é uma referência clara ao livro de Orwell. “1984 não será como 1984″.

De volta à Bricolagem (High Tech)

Entenda o movimento Maker e o porquê de os hipsters estarem – de alguma maneira – vinculados a isso

* por Suzana Cohen

O movimento hipster não morreu (ainda). Feira gastronômica em Londres é exemplo dos hispers + movimento maker

O movimento hipster não morreu (ainda). Feira gastronômica em Londres é exemplo dos hispers + movimento maker

Ouve-se por aí que o “movimento” hipster anda com seus dias contados. As matérias que discorrem sobre a banalização do termo e do estilo (enquanto moda) são numerosas. No entanto, não se lê por aí sobre o que está por trás desse estilo de vida. Estilo esse, que não se resume em estética e que vai um pouco mais além.

Sustentabilidade, pensamento fora da caixa, contra-cultura, valorização do contemporâneo, produção independente, estilo, autonomia e self-employment são alguns dos conceitos que perpassam o pensamento dessa gente, que – por tradição – nega o rótulo. Afinal, rotular é banal e coloca tantos criativos e independentes em um mesmo balaio. É até injusto.

Pra quem acha que “hipster” é meramente uma estética contemporânea que mistura o visual indie, com barbas bem cultivadas, sapatos sem meia e óculos de aro largo: não concordamos com vocês.

Talvez passe por um equívoco terminológico nosso, talvez esse movimento que queremos nomear tenha  na verdade um outro nome. No entanto – na falta de opção melhor – por enquanto vamos nos ater a essa terminologia. É, o Hipster – em sua essência macro – ainda não morreu.

Dentre tantas de suas características, uma se sobressai: o espírito empreendedor. A vontade de criar algo diferente e sustentável, a criatividade e a disposição de colocar a mão na massa estão por trás desse perfil. A isso podemos dar o nome de espírito Maker. E é esse o termo que nos interessa por ora.

O hipster-maker pode ser facilmente identificado nos food-trucks gourmet que andam tão em alta, nas cervejarias artesanais, nas lojinhas independentes de produtos sustentáveis.

O movimento Maker tem suas origens em outros tempos. Na segunda metade do século XIX, o movimento Arts and Crafts (entende-se artes e ofícios) ganhou força com a proposta responder à revolução industrial e empobrecimento da estética,  aliando a arte (muitas vezes sem utilidade) a objetos industriais (feios, mas úteis).

William Morris, em 1861 encabeçou o movimento que foi responsável por influenciar o design do início do século XX como o Art Nouveau. A sua ideologia inicial era a de levar a arte a todos. No entanto, com o passar do tempo, esses objetos foram se sofisticando de tal maneira, que ironicamente encareceram, minando com a proposta inicial do movimento.

A influência do Arts and Crafts pode ser facilmente vista atualmente na popularização do DIY (Do it Yourself – ou Faça Você Mesmo), tão comum no Pinterest, na Esty e em outras iniciativas afins.

A tendência do movimento Maker é relativamente recente, mas já deu origem a um livro do Chris Anderson (Makers: a nova revolução industrial), a iniciativas de marketing da Levis e da General Electric, e a uma tendência dentro da tendência, relacionada às novas tecnologias. As start ups, as mil inovações com arduinos & cia e os sub-produtos da impressão 3D seriam exemplos. O Google Cardboard, apesar de ser uma iniciativa grande de uma grande corporação, carrega isso em seu cerne de “brinquedinho de montar”. Vale lembrar que uma das origens disso tudo foi com as Maker Fairs, realizadas a partir dos anos 2000 pela Make Magazine (a mamma-toda-poderosa do DIY).

Importante: ao contrário do movimento Arts and Crafts, o movimento Maker aceita e ABRAÇA as novas tecnologias e novos modelos de negócios.

Pegando um gancho nisso tudo, não ao acaso tem sido crescente o emprego do termo “hackear” em diversos contextos: Hack the Menu (um site que te ensina a “hackear” a comida dos fast-foods, transformando a sua refeição normcore em algo exclusivo); os HackerSpaces (em que os sócios desses clubinhos tecnológicos experimentam e ousam com as novas tecnologias de forma colaborativa), ou mesmo a incrível massinha SUGRU  (http://sugru.com), que promete transformar qualquer um em um “hacker analógico”.

O movimento maker não é apenas um hobby, nem coisa de professor Pardal. Representa a criação de negócios de verdade. Robótica, eletrônica, softwares livres e crowdfunding fazem parte desse contexto. Técnicas de micro-manufatura são usadas para criar uma avalanche de produtos conduzidos por pequenos empresários. E as grandes corporações, percebendo a tendência, têm também tentado abraçar a causa.

Ok, entendi. Mas o que a Bricolagem High Tech tem a ver com isso tudo?

Voltamos aos anos 70, quando havia uma proliferação de jovens californianos que viviam à margem do sistema, especificamente no Vale do Silício, construindo e montando seus computadores como quebra-cabeças. Eles era fãs da Bricolagem High Tech – esse hobby de brincar com tecnologia e a eletrônica. O produto desse eco-sistema com temperatura e pressão ideais foi a criação da Apple <3 Salve Woz! Salve Jobs!

Hoje o cenário de alguma maneira nos tem remontado a esse ambiente, só que numa escala global. Tomara que venha muita coisa boa por aí!

Pra inspirar:

Um über exemplo de “hipster-maker” mineiro – Guilherme PAM e sua super Semicleta Mosquita: www.ncasas.com.br

Dale Dougherty em We are The Makers (TED)

 

The Mast Brothers: hipsters-makers em pessoa

 

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